Na década de 1950, nos guetos de Kingston, deejays começaram a ampliar essa ideia, e então passaram a reunir várias caixas de som, ligar os seus toca-discos e levar a música para a rua, para o povo. Logo, as pessoas começavam a se aglomerar em frente ao “paredão” para sentir a linha de baixo bater no peito e fazer vibrar as garrafas de cerveja em suas mãos. O sound system surgia então como uma alternativa para quem não tinha cacife para frequentar os clubes na época.
O Sound System é, sem dúvidas, uma parte muito importante da cultura e da história jamaicana. Tudo começou como uma forma de entretenimento em pequenas reuniões entre amigos – e também como marketing para atrair clientes para algumas lojas. Alguém levava um toca-discos e uma caixa de som para algum canto da Jamaica e colocava um vinil de R&B, Blues ou música caribenha para girar.
Alguns sound systems começaram a se destacar, e a rivalidade surgiu. Essa situação deu origem a uma importante figura nessa cultura: o Soundclash, uma espécie de batalha de sound systems. O “Trojan Sound” de Duke Reid, e o “Downbeat” de Coxsone Dodd eram os maiores rivais. Depois chegou Prince Buster e seu “Voice of the People” para se unir aos sound systems que mais competiam entre si.
O dub é caracterizado por ser uma versão de músicas existentes, tipicamente enfatizada pelas batidas da bateria e as linhas arrojadas de baixo. As trilhas instrumentais são saturadas de efeitos processados (delay e reverb) aplicados a pedaços da letra e em algumas peças da percussão, enquanto os outros instrumentos passeiam entrando e saindo da mixagem, e algumas vezes do tempo da música. Uma outra característica do dub é o baixo encorpado com tons bem graves. A música incorpora, além de efeitos processados, outros ruídos como cantar de pássaros, trovões e relâmpagos, fluxo de água, e algumas inserções de vocais externos; pode ser mixada ao vivo por DJs, aumentando o grau de detalhes sonoros.

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