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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Dom Juan, Carlos Castaneda falando sobre o ver ( a visão) do feiticeiro.

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— Como é que a gente vê, Dom Juan? — Você tem de aprender a
ver para saber isso. Não lhe posso dizer. — É um segredo que não posso saber? — Não. E só que não posso descrevê-lo. — Por quê? — Não faria sentido para você. — Experimente, Dom Juan, Talvez faça sentido para mim. — Não, Tem de fazê-lo por si. Uma vez que você aprenda, poderá ver cada coisa no mundo de maneira diferente. — Então, Dom Juan, não vê mais o mundo da maneira normal, — Vejo dos dois jeitos. Quando quero olhar para o mundo, vejo-o da maneira que você vê. Depois, quando desejo vê-lo, olho para ele do jeito que eu sei e percebo-o de maneira diferente. — As coisas são sempre as mesmas, cada vez que você as vê? — As coisas não mudam. A gente é que muda a maneira de olhar, só isso. — Quero dizer, Dom Juan, que se você vê, por exemplo, a mesma árvore, ela fica a mesma cada vez que a vê? — Não. Ela muda e, no entanto, é a mesma. — Mas se a mesma árvore muda cada vez que a vê, a sua visão pode ser apenas uma ilusão. Ele riu e não respondeu por algum tempo, e parecia estar pensando. Por fim, falou: — Sempre que você olha para as coisas, não as vê. Apenas olha para elas, suponho que para se certificar de que há alguma coisa ali. Como não está preocupado em ver, as coisas parecem as mesmas cada vez que olha para elas. Mas quando aprende a ver, por outro lado, uma coisa nunca é a mesma cada vez que você a vê, e no entanto é a mesma. Já lhe disse, por exemplo, que o homem é como um ovo. Cada vez que veio o mesmo homem, eu vejo um ovo, e no entanto não é o mesmo ovo. — Mas você não poderá reconhecer nada, pois nada é igual; então qual a vantagem de aprender a ver? — Pode distinguir as coisas. Pode ver como realmente são. — Não vejo as coisas como realmente são? — Não. Seus olhos só aprenderam a olhar. Por exemplo, veja as três pessoas que você encontrou, os três mexicanos. Descreveu-os detalhadamente, e me disse até que roupas estavam usando. E isso só me provou que você não os viu, em absoluto, Se fosse capaz de ver, teria sabido logo que não eram pessoas. — Não eram pessoas? O que eram, então? — Não eram pessoas, só isso. — Mas isso é impossível. Eram tal e qual você e eu. — Não eram, não. Tenho certeza. Perguntei se eram fantasmas, espíritos, ou almas de mortos. Respondeu, que não sabia o que fossem fantasmas, espíritos nem almas. Traduzi para ele a definição que dava o dicionário Webster para fantasma: "O espírito supostamente desencorpado de uma pessoa morta, concebido como aparecendo aos vivos como uma visão pálida, como sombra." E depois a definição de espírito: "Um ser sobrenatural, especialmente aquele considerado... como um fantasma, ou como habitando certa região, sendo de certo caráter (bom ou mau)." Ele disse que talvez pudessem ser considerados espíritos, embora a descrição que dei não fosse propriamente adequada para descrevê-los. — São guardas de algum tipo? — perguntei. — Não. Não guardam nada. — São supervisores? Estão-nos vigiando? — São forças, nem boas nem más, apenas forças que um brujo aprende a conjurar. 

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