No livro Uma estranha realidade Dom Juan diz : — Nós homens nem sempre estivemos aqui. — Quer dizer, neste país, ou aqui no mundo? Começamos outra longa discussão nesse ponto. Dom Juan disse que para ele só havia um mundo, o lugar onde ele punha os pés. Perguntei-lhe como sabia que nem sempre estivemos no mundo. — Muito simples — disse ele. — Nós homens conhecemos muito pouco acerca do mundo. Um coiote sabe muito mais do que nós. Um coiote quase nunca se ilude com as aparências do mundo. — E como é que os pegamos e matamos? — perguntei. — Se não se enganam com as aparências, como é que morrem com tanta facilidade? Dom Juan ficou olhando fixo para mim até que fiquei encabulado. — Podemos apanhar ou envenenar ou atirar num coiote — falou. — Seja qual for o meio que usemos, o coiote é presa fácil para nós porque não conhece as maquinações humanas. Se o coiote sobrevivesse, porém, pode estar certo de que nunca mais o apanharíamos. Um bom caçador sabe disso e nunca arma a armadilha duas vezes no mesmo lugar, pois, se o coiote morrer numa armadilha, todos os outros vêem a morte dele, que perdura, e assim fugirão da armadilha e até da própria região em que foi preparada. Nós, por outro lado, nunca vemos a morte, que perdura no local em que morreu um de nossos semelhantes; podemos suspeitar, mas nunca a vemos.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Dom Juan disse que não somos desse planeta.Carlos Castanheda.
No livro Uma estranha realidade Dom Juan diz : — Nós homens nem sempre estivemos aqui. — Quer dizer, neste país, ou aqui no mundo? Começamos outra longa discussão nesse ponto. Dom Juan disse que para ele só havia um mundo, o lugar onde ele punha os pés. Perguntei-lhe como sabia que nem sempre estivemos no mundo. — Muito simples — disse ele. — Nós homens conhecemos muito pouco acerca do mundo. Um coiote sabe muito mais do que nós. Um coiote quase nunca se ilude com as aparências do mundo. — E como é que os pegamos e matamos? — perguntei. — Se não se enganam com as aparências, como é que morrem com tanta facilidade? Dom Juan ficou olhando fixo para mim até que fiquei encabulado. — Podemos apanhar ou envenenar ou atirar num coiote — falou. — Seja qual for o meio que usemos, o coiote é presa fácil para nós porque não conhece as maquinações humanas. Se o coiote sobrevivesse, porém, pode estar certo de que nunca mais o apanharíamos. Um bom caçador sabe disso e nunca arma a armadilha duas vezes no mesmo lugar, pois, se o coiote morrer numa armadilha, todos os outros vêem a morte dele, que perdura, e assim fugirão da armadilha e até da própria região em que foi preparada. Nós, por outro lado, nunca vemos a morte, que perdura no local em que morreu um de nossos semelhantes; podemos suspeitar, mas nunca a vemos.
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